sábado, 13 de maio de 2017

Aos Zepelins, os céus!



Regresso de zepelins: dirigíveis militares protegerão céu russo de ataques inimigos

 


O colunista da Sputnik, Andrei Kots, revê a história dos projetos de zepelins militares e oferece sua visão do futuro de tais programas na Rússia.

 © AFP 2017/ KIRILL KUDRYAVTSEV
Há exatamente 80 anos, em 6 de maio de 1937, o zepelim alemão LZ 129 Hindenburg, o maior na época, se acidentou nos EUA. O acidente causou 35 mortos das 97 que estavam a bordo.

A perda do Hindenburg marcou o fim de uma época curta, mas brilhante, de aeróstatos comerciais de passageiros e de carga. Contudo, estas aeronaves seguiram sendo utilizadas com fins militares ao longo de todo o século XX e continuam tendo demanda hoje em dia.

Muitos Estados contam com programas de desenvolvimento de aeróstatos de combate para as suas Forças Armadas. As vantagens dos zepelins são óbvias: maior capacidade de carga e grande autonomia de voo sem escala, consumo de combustível relativamente baixo, alta confiabilidade e larga duração de permanência no ar.

Além disso, os zepelins não necessitam de uma pista de aterrissagem, já que eles podem decolar praticamente a partir de qualquer terreno uniforme. Entre suas desvantagens figuram a velocidade baixa (até 160 km por hora) e pouca capacidade de manobra.

 © Sputnik/ Vladimir Astapkovich
Vladimir Mikheev, assessor do primeiro diretor-geral adjunto do consórcio russo Tecnologias Radioeletrônicas (KRET), informou a Sputnik em julho de 2015 sobre o início dos trabalhos no âmbito do projeto de um dirigível para a defesa antimíssil do país. Tal aeronave pode se converter em uma parte integrante do sistema de alerta rápido que na atualidade é composta por dois níveis: um agrupamento de satélites orbitais e os radares instalados no terreno.

"A principal vantagem do zepelim é sua grande superfície, na qual se podem colocar os sistemas de antena", detalhou Mikheev.

Segundo acrescentou o especialista, estes localizadores são capazes de interceptar lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais, além de determinar a trajetória de voo de suas ogivas.

 © Sputnik/ Vitaly Timkiv
Trata-se de um dirigível promissor batizado como Atlant, cujo primeiro voo está marcado para 2018. A aeronave está sendo construída em três modificações, com capacidades de carga de 16, 60 e 170 toneladas.

Além disso, foi informado que estes zepelins podem operar a altitudes de até 10 mil metros, o que seria suficiente para detectar ogivas na fase de aceleração e na fase final de voo.

A grande capacidade de carga e elevada autonomia de voo, de até 5 mil quilômetros, permite utilizar o Atlant para transporte de equipamentos militares. A aeronave, na sua versão maior, será capaz de levantar no ar três tanques T-90 com munição completa ou oito veículos de combate de infantaria BMP-3.

O Atlant não é o projeto mais insólito que está hoje em andamento na Rússia. O Berkut é um zepelim não tripulado construído pela empresa Avgur. Será capaz de alcançar altitudes de entre 20 e 23 km e permanecer no ar por até 4 meses graças ao sistema de alimentação de painéis solares.


© Sputnik/ Alexander Vilf
Suas principais tarefas serão garantir as comunicações e a fotografia aérea a grande altitude, assim como a vigilância de grandes zonas de campo de batalha. Além disso, teoricamente poderiam ser utilizados na guerra eletrônica, defesa aérea e designação de alvos.

Este tipo de aeronaves também seria útil para as tropas russas instaladas no Ártico: nas condições de dia polar, que dura vários meses, o Berkut não terá problemas com seu abastecimento energético.

Em geral, as aeronaves estratosféricas poderão se converter em uma boa substituição de satélites orbitais para fins militares e civis.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Uma nova descoberta científica



Pesquisadores dos EUA eliminam infecção do HIV em camundongos "humanizados"
2017-05-02 19:49:25portuguese.xinhuanet.com










Washington, 1 mai (Xinhua) -- Pesquisadores dos EUA disseram nesta segunda-feira que removeram com sucesso o DNA do HIV dos genomas de animais vivos usando uma ferramenta de edição de genes, dando aos cientistas confiança para eliminar a infecção do vírus da Aids em pacientes humanos.

Em um novo estudo publicado na revista Molecular Therapy, pesquisadores da Universidade Temple e da Universidade de Pittsburgh relataram realizar a proeza em três modelos de animais diferentes, incluindo um modelo "humanizado" no qual os ratos foram transplantados com células imunes humanas e infectados com o vírus.

A equipe é a primeira a demonstrar que a replicação do HIV-1 pode ser completamente desligada e o vírus ser eliminado de células infectadas em animais com uma poderosa tecnologia de edição de genes conhecida como CRISPR/Cas9.

O novo trabalho seguiu um estudo de prova anterior que a equipe publicou em 2016, no qual eles usaram modelos transgênicos de ratos e camundongos com DNA de HIV-1 incorporados no genoma de todos os tecidos dos corpos dos animais.

"Nosso novo estudo é mais abrangente," disse Wenhui Hu, professor associado da Universidade de Temple, que liderou o estudo, em comunicado.

"Nós confirmamos os dados de nosso trabalho anterior e melhoramos a eficiência de nossa estratégia de edição de genes, e mostramos que a estratégia é eficaz em dois modelos de camundongos adicionais, um representando a infecção aguda em células de ratos e o outro representando crônica ou latente, infecção em células humanas".
No novo estudo, a equipe inativou geneticamente o HIV-1 em camundongos transgênicos, reduzindo a expressão do RNA de genes virais em cerca de 60 a 95%, confirmando suas descobertas anteriores.

Eles então testaram seu sistema em camundongos infectados agudamente com EcoHIV, o equivalente de rato humano HIV-1, e descobriram que a eficiência de excisão de sua estratégia atingiu 96% nestes animais.

No terceiro modelo animal, a infecção latente com HIV-1 foi recapitulada em ratinhos humanizados enxertados com células imunitárias humanas, incluindo células T, seguidas por infecção com HIV-1.

"Esses animais carregam HIV latente nos genomas de células T humanas, onde o vírus pode escapar à detecção," explicou Hu.

Após um único tratamento com CRISPR/Cas9, os fragmentos virais foram extirpados com sucesso de células humanas latentemente infectadas incorporadas em tecidos e órgãos do rato, disse ele.

Na próxima fase do estudo, a equipe planeja repetir o estudo em primatas, um modelo animal mais adequado onde a infecção pelo HIV induz a doença, com um objetivo final de realizar um ensaio clínico em pacientes humanos no futuro.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Precisamos de paz: há crianças na Síria!



Rússia pede na ONU investigação completa sobre o ataque químico na Síria
  • 05/04/2017 17h54
  • Washington
Da Agência EFE





O projeto de resolução acabou não sendo levado à sessão do Conselho de SegurançaAP/Photo/Frank Franklin/ Agencia Sputnik


O representante da Rússia no Conselho de Segurança da ONU, Vladimir Safronkov, pediu hoje (5) na reunião do órgão que qualquer decisão sobre o possível uso de armas químicas na Síria seja adotada apenas após uma completa investigação dos fatos mais recentes e apontou para a suposta responsabilidade de um grupo armado no caso. As informações são da agência espanhola Efe

Safronkov justificou no Conselho sua oposição a um projeto de resolução que buscava condenar o ataque realizado na segunda-feira (3) na cidade síria de Khan Sheikhoun, no norte do país, quando cerca de 70 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas. O diplomata fusso disse que "não seria sério" o Conselho de Segurança aprovar uma resolução sobre estes fatos sem ter feito uma investigação "objetiva" sobre o caso, que só tem "falsos reportes".

"É preciso fazer uma investigação completa para averiguar o que aconteceu e quem foi responsável", reforçou.

Sem resolução
Saiba Mais
O projeto de resolução, que acabou não sendo levado à sessão do Conselho de Segurança, era defendido pelos Estados Unidos, França e Reino Unido e exigia averiguação a fundo do caso. Não estabelecia, no entanto, quem era responsável pela ação, embora os governos dos três países acusassem o regime de Bashar al Assad.

Safronkov mostrou oposição a algumas partes do texto do projeto de resolução, que, segundo ele, deveria condenar "o uso de armas químicas de qualquer tipo". Em sua exposição, ele reiterou relatórios fornecidos por Moscou que dão conta de que a aviação síria realizou um ataque das 11h30 às 12h30 (horário da Síria) da  segunda-feira na parte leste de Khan Sheikhoun.

Segundo a Rússia, esse ataque teve como alvo um estoque de munição e equipamentos de guerra em um território supostamente controlado pelo grupo terrorista Frente Al-Nusra, filial da Al Qaeda.

De acordo com Safronkov, nesse local havia uma instalação para fabricar munição "que usa armas tóxicas" e que aparentemente seria usada no Iraque e na cidade síria de Aleppo.

Dados divergentes
As informações dadas pelo representante russo ao Conselho de Segurança, contudo, não coincidem nem com a hora nem com o local apresentados em relatórios de autoridades locais e organismos de direitos humanos sobre o ataque.

Conforme disse à Agência Efe, Osama al Siada, presidente do Conselho Local de Khan Sheikhoun e uma das testemunhas do ocorrido, o ataque aconteceu por volta das 6h50, no horário local, e os lugares atingidos foram três pontos do norte da cidade e um do centro. De fato, o Observatório dos Direitos Humanos da Síria estava noticiando os fatos duas horas antes da hora que Safronkof mencionou.

Na mesma reunião do Conselho, um representante da Síria, que foi convidado a participar embora seu país não seja membro do órgão, disse que as denúncias eram "invenção" de algumas nações ocidentais. Ele também negou categoricamente que as forças armadas sírias tenham usado armas químicas no conflito iniciado nesse país em 2011. "Nunca usamos e nunca usaremos", assegurou.